Timóteo Flores | unicos.cc

Timóteo Flores

“A melhor coisa que se tem a fazer é estudar e se profissionalizar”

Postado em 10 de outubro de 2016 por Natália Collor

Timóteo Flores cursava biologia na Unisinos, era apaixonado pela natureza e não gostava nem um pouco da área de pesquisa em seu curso. A culpa do amor pela fotografia foi toda de um amigo e colega da faculdade que comprou uma câmera e convidou Timóteo para fotografar a natureza. Foi naquele momento que ele percebeu que fotografia era o queria para sua vida.

“Eu comprei uma câmera depois disso, tranquei a faculdade de biologia e fiquei um ano parado”, conta o jovem de 26 anos. Era 2012, a única coisa que sabia era que queria estudar algo ligado à imagem. Publicidade e Propaganda era a principal opção, mas só na hora da inscrição que Timóteo descobriu que a Unisinos possui graduação em Fotografia, então foi essa a escolha do Leopoldense.

Foi durante o curso que um vasto leque de opções surgiu para o jovem. “Eu vi que tinha muito mais coisas que eu imaginava quando entrei na faculdade de fotografia”, relembra. Timóteo começou trabalhando com eventos e conheceu outras possibilidades na área. “A parte mais difícil dessa época era conciliar trabalho e o curso, eu acabei faltando muitas aulas para trabalhar”, afirma o fotógrafo.

O Festival del la Luz, de Buenos Aires foi um dos pontos altos da vida acadêmica de Timóteo. Um trabalho com fotografias subaquáticas despertou a curiosidade do professor Tiago Coelho, que aconselhou o aluno a inscrever o projeto no festival. “Havia muitos fotógrafos concorrendo, não pensei que seria um dos 175 selecionados do mundo todo”, conta.

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Foto: Timóteo Flores

Outro professor que teve influência na carreira do fotógrafo foi Christian Jung, ex-professor de fotografia na Unisinos. “Foi em uma aula dele que eu conheci a fotografia de esporte. Eu praticava esporte na época e comecei a me interessar muito”, revela.

No começo, Timóteo fotografava esporte apenas para ter portfólio. Mais tarde, o hobby veio a se tornar profissão. Hoje, o profissional trabalha para a marca Hondar, de skate downhill. Este foi o trabalho que proporcionou a experiência mais marcante de sua carreira. “Nós fomos para China para o campeonato mundial do esporte, passamos 12 dias em Taiwan produzindo conteúdo, já que a marca é de lá”, recorda sobre a experiência.

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Foto: Timóteo Flores

Sobre as oportunidades e a realidade da fotografia atualmente, o fotógrafo vê o mercado muito concorrido. “A melhor coisa que se tem a fazer é estudar e se profissionalizar, é necessário para quem quer seguir a profissão e não apenas levar a fotografia como hobby”, aconselha aos futuros fotógrafos.

Vídeo produzido em Taiwan:

Pingue-pongue

Um professor inesquecível: Tiago Coelho
Uma vez matei aula para: fotografar
Um amigo de infância que fiz durante a faculdade: Ismael Steffen
Um livro marcante: O Hobbit
Um mico que paguei na faculdade: Um exercício de foto que tinha que sair pela Unisinos e fotografar pessoas
Meu lugar favorito na Unisinos: Laboratório analógico
Todo fotógrafo é: meio louco
Todo fotógrafo deveria ser: dedicado
Um profissional na área que foi referência para mim: Nei Bernardes

Natália Collor

Natália Collor

Repórter Unicos


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